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‘Descanse em paz Natalia’ Alpinista ϻɒrre após 11 dias presa em montan…Ver mais

Uma tragédia marcou a trajetória da alpinista russa Natalia Nagovitsyna, de 47 anos, que faleceu após permanecer mais de dez dias isolada nos arredores do Pico da Vitória, no Quirguistão. O acidente ocorreu em 12 de agosto, durante a descida da montanha de 7.439 metros de altitude, quando ela sofreu uma fratura na perna e não resistiu à longa espera por socorro.

Seu companheiro de expedição, Roman Mokrinsky, decidiu seguir sozinho em busca de ajuda. Ele conseguiu acionar autoridades locais e também outros montanhistas presentes na região. Apesar dos esforços, o resgate não chegou a tempo. O corpo de Natalia foi localizado após uma operação que durou mais de uma semana e contou com o uso de drones equipados com câmeras térmicas.

De acordo com comunicado oficial divulgado pelas autoridades de segurança quirguizes à rede CBS, “um drone com câmeras térmicas não detectou sinais de calor na região, constatando a morte de Natalia”. Entretanto, no mesmo dia em que as buscas foram encerradas, imagens registradas por um operador de drone mostraram a alpinista ainda com vida, acenando de dentro de uma barraca montada sobre a neve.

A gravação gerou comoção e levantou questionamentos sobre a eficácia das operações de resgate.

Segundo Dmitry Sinitsyn, que participou das tentativas de salvamento, “as diversas tentativas terminaram em tragédia”. Dois amigos da vítima, que estavam próximos às trilhas, tentaram ajudá-la.

Um deles, o brasileiro Lucas Sinegalia, acabou morrendo após sofrer queimaduras graves provocadas pelo frio extremo e apresentar sinais de possível edema cerebral.

A sequência de infortúnios continuou. Um helicóptero enviado para apoiar as buscas precisou realizar um pouso forçado próximo à base do pico, aumentando ainda mais a dimensão do drama.

Outro detalhe torna a história ainda mais dolorosa: segundo Dmitry, o marido de Natalia morreu no mesmo local durante uma escalada realizada em 2021. Seu nome, no entanto, não foi revelado.

No total, foram 11 dias entre o acidente e a confirmação oficial do óbito. A demora no resgate, os riscos extremos do ambiente e as vidas perdidas ressaltam os perigos das expedições em alta montanha, onde qualquer contatempo pode ter consequências fatais.

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