Marinha emite alerta para o Brasil devido a combinação de dois ciclones extratropicais; veja as regiões mais afetadas

INMET emitiu um alerta para vários estados e mais detalhes foram expostos.
A Marinha do Brasil emitiu um alerta nesta quarta-feira, dia 2 de abril, sobre riscos de ressaca com ondas de até 3,5 metros no litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, válido das 21h de quinta-feira, dia 3 de março, às 9h de sábado, dia 5 de março.
O aviso também se estende ao Paraná e a estados do Sudeste, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, onde o mar ficará agitado durante o fim de semana.
Rio Grande do Sul e Santa Catarina: Ondas de 2,5 m a 3,5 m começam a se formar a partir da noite de quinta-feira (3) na altura do Chuí (RS), intensificando-se na sexta-feira (4).
Paraná: Aumento gradual das ondas a partir da tarde de sexta, com picos de até 2,5 m. São Paulo: Agitação inicia na tarde de sexta, com ondas de 2,0 m a 2,5 m no sábado (5). Ondas de até 3,0 m a partir da madrugada de sábado, persistindo até segunda-feira (7).
A combinação de dois ciclones extratropicais e um sistema de alta pressão atmosférica explica a agitação. O primeiro ciclone, de menor intensidade, atua próximo ao litoral gaúcho nesta quarta.
O segundo, mais potente, avança pela costa argentina na quinta-feira, gerando ondas que se propagam para o Brasil. Simultaneamente, um sistema de alta pressão desloca-se do interior da Argentina para o Uruguai entre os dias 4 e 5, reforçando ventos de moderados a fortes.
A Marinha alerta para possíveis inundações costeiras em áreas baixas, ventos intensos capazes de danificar estruturas frágeis e alerta de perigo para navegações.
Navegantes devem evitar atividades marítimas no período e verificar a segurança de ancoragens. Autoridades locais monitoram zonas de risco, como praias propensas a erosão.
No litoral paulista e fluminense, a ressaca coincide com a passagem de uma frente fria, ampliando os ventos. No Espírito Santo, o pico ocorrerá no domingo, com agitação persistindo até segunda-feira.
O comunicado da Marinha destaca que as condições severas são resultado de fenômenos climáticos de grande escala, com tendência de melhora apenas a partir da segunda semana de abril.